domingo, 4 de julho de 2010

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
CENTRO DE EDUCAÇÃO
DEPARTAMENTO DE HABILITAÇÕES PEDAGÓGICAS
CURSO DE PEDAGOGIA
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE CULTURAL
PERÍODO 2010.1
PROFESSORA: Maria Eulina Pessoa de Carvalho

AUTO-AVALIAÇÃO
Nome da aluna:
Juliana Paula Leonardo de Oliveira
Tema de aprofundamento:
A quantidade de professores afro descendentes na UFPB.

Nesta disciplina alguns conceitos importantes estudados foram: cultura, educação, relação cultura-educação, poder, igualdade, desigualdade, diferença, equidade, diversidade. Você teve a oportunidade de pensar esses conceitos em diferentes contextos das relações e práticas sociais – e mais especificamente na escola. Escolheu uma diferença transformada em desigualdade para aprofundar sua reflexão através de leituras, análise de filmes e de uma mini-pesquisa empírica.

Avalie:
• sua participação nas atividades da disciplina,
• sua colaboração no trabalho grupal,
• sua contribuição para a experiência coletiva em sala de aula e no blog, e
• sua aprendizagem ao longo da disciplina.

A minha participação não foi uma das melhores, eu poderia ter me empenhado mais. O que não significa dizer que eu não participei, pois sempre contribui, tentando absorver o máximo de todos os conhecimentos expostos, me esforçando bastante.
Eu aprendo e desenvolvo melhor trabalhando em grupo, pois quando temos a chance de ouvir a opinião de um colega ou até mesmo de expor a minha opinião e saber o que a colega pensa a respeito do meu raciocínio, se está correto ou não. Então participo, interajo e contribuo ativamente num trabalho em grupo.
Quanto a minha participação no blog postei todas as tarefas e participei das discussões em sala. Nessa disciplina eu só aprendi, aprendi muito.


O que você aprendeu (de importante, valioso) que levará consigo e poderá aplicar na vida profissional e pessoal?

Aprendi coisas de grande importância que levarei pra minha vida toda, que cada povo tem sua cultura, sua opinião, sua opção. Vivemos num mundo cheio de diversidades e devemos respeitar cada uma delas pra que sejamos respeitados.
Com certeza algo que levarei pra minha vida e gostei muito foi a leitura do livro de Dalai Lama, que fala que a verdadeira felicidade está dentro de nós, mas só alcançaremos se nos tornarmos pessoas de índole boa e o que realmente importa é a essência e não aparência, que não importa o que somos fisicamente, ou o que temos materialmente.
Eu acho que esta leitura se encaixa perfeitamente em todos os temas que a professora abordou em sala e nos trabalhos. Nos ajudando a ver o mundo como ele é de verdade e como podemos fazer a diferença.


Dê uma nota ao seu desempenho, que será somada às demais (mini-pesquisa e contribuição ao blog).

NOTA: 9,0

Assinatura: Juliana Paula. Data: 04/07/2010.

Auto-avaliação

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
CENTRO DE EDUCAÇÃO
DEPARTAMENTO DE HABILITAÇÕES PEDAGÓGICAS
CURSO DE PEDAGOGIA
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE CULTURAL
PERÍODO 2010.1
PROFESSORA: Maria Eulina Pessoa de Carvalho

AUTO-AVALIAÇÃO
Nome da/o aluna/o: _Maria Luisa Lira de Araújo_
Tema de aprofundamento: _Discriminação racial na escola_

Nesta disciplina alguns conceitos importantes estudados foram: cultura, educação, relação cultura-educação, poder, igualdade, desigualdade, diferença, equidade, diversidade. Você teve a oportunidade de pensar esses conceitos em diferentes contextos das relações e práticas sociais – e mais especificamente na escola. Escolheu uma diferença transformada em desigualdade para aprofundar sua reflexão através de leituras, análise de filmes e de uma mini-pesquisa empírica.

Avalie:
• sua participação nas atividades da disciplina,
• sua colaboração no trabalho grupal,
• sua contribuição para a experiência coletiva em sala de aula e no blog, e
• sua aprendizagem ao longo da disciplina.

A minha participação foi boa, cumpri todas as atividades, assisti todos os filmes indicados pela professora e postei comentários no blog. Li vários artigos interessantes os quais abordavam a mesma temática “Preconceito Racial”. Fiz a pesquisa e tive a oportunidade de conhecer fatos desagradáveis de preconceitos ocorridos na escola por mim pesquisada. Fiz a leitura e postei comentário do livro do Dalai Lama. Meu trabalho grupal foi de uma interação muito boa, pois ouve compreensão nas opiniões de todos.
Também participei na experiência coletiva na sala de aula e no blog a través dos meus pequenos comentários.

Nessa disciplina aprendi coisas importantes sobre cultura, preconceito e discriminação e levou-me a procurar compreender a cultura de outras raças e etnias. Através das problemáticas de alguns dos filmes que assisti, aprendi que não podemos ficar parados diante dos obstáculos, mas que devemos procurar solucioná-los e o quanto é importante aceitar e respeitar as diferenças.

O que você aprendeu (de importante, valioso) que levará consigo e poderá aplicar na vida profissional e pessoal?

Levarei comigo na vida pessoal e profissional, o valor da ética, pois quando agimos com ética, estamos eliminando quaisquer tipos de discriminação, preconceito e desrespeito para com o nosso semelhante.

Dê uma nota ao seu desempenho, que será somada às demais (mini-pesquisa e contribuição ao blog).
Nota: 9,0

Assinatura: _Maria Luisa Lira de Araújo_ Data: _04/07/2010_

Auto-avaliação

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
CENTRO DE EDUCAÇÃO
DEPARTAMENTO DE HABILITAÇÕES PEDAGÓGICAS
CURSO DE PEDAGOGIA
EDUCAÇÃO E DIVERSIDADE CULTURAL
PERÍODO 2010.1
PROFESSORA: Maria Eulina Pessoa de Carvalho

AUTO-AVALIAÇÃO
Nome da/o aluna/o: GÉRSSICA DA NÓBREGA GOMES
Tema de aprofundamento: PRECONCEITO DE GÊNERO

Nesta disciplina alguns conceitos importantes estudados foram: cultura, educação, relação cultura-educação, poder, igualdade, desigualdade, diferença, equidade, diversidade. Você teve a oportunidade de pensar esses conceitos em diferentes contextos das relações e práticas sociais – e mais especificamente na escola. Escolheu uma diferença transformada em desigualdade para aprofundar sua reflexão através de leituras, análise de filmes e de uma mini-pesquisa empírica.

Avalie:
· sua participação nas atividades da disciplina,
· sua colaboração no trabalho grupal,
· sua contribuição para a experiência coletiva em sala de aula e no blog, e
· sua aprendizagem ao longo da disciplina.




Pode-se dizer que minha participação da disciplina de Diversidade Cultural foi de uma importância relevante, pois provoquei em certos momentos bons debates em sala de aula e ao mesmo tempo em que tirei dúvidas com meus colegas pude colaborar na minha aprendizagem quanto nas deles.No trabalho em grupo ajudei os meus colegas em todos os sentidos fazendo com que o trabalho final ficasse bem feito.No blog postei minhas opiniões sobre os filmes tendo uma visão diferenciada fazendo com que meus colegas refletissem de um modo diferente.Com toda a certeza não sou mais a mesma pessoa.Essa disciplina ampliou minhas idéias de cultura em forma geral.Passei a respeitar mais e a ver de um modo não discriminatório pessoas que possuíam culturas e costumes diferentes dos meus.



O que você aprendeu (de importante, valioso) que levará consigo e poderá aplicar na vida profissional e pessoal?


Aprendi que não podemos excluir uma pessoa que, aos nossos olhos perece ser diferente de nós.Passei a ver de um modo mais simples as pessoas que estão ao meu redor.Percebi com a ajuda dessa disciplina que somos nós que colocamos o limite nessas pessoas que excluímos por alguma razão.Essa aprendizagem foi,é e sempre será de grande valia para a minha vida de agora em diante.



Dê uma nota ao seu desempenho, que será somada às demais (mini-pesquisa e contribuição ao blog).

Nota: 10,0 (dez)





Assinatura: Gérssica da Nóbrega Gomes
Data: 04/07/2010

sábado, 3 de julho de 2010

Xingu

O filme Xingu apresenta a velhice e a morte entre os povos do Xingu. O respeito pelos velhos e a cerimônia de morte. Os velhos continuam morando nas mesmas casas, participam de tudo (danças, colheitas), são muito respeitados por que sabem mais e tem mais experiência. Embora acreditem na sobrevivência do espírito eles tem muito medo da morte.

A festa do kuarupi e a maior festa do alto Xingu que homenageia os mortos que morreram no ano passado os preparativos duram duas semanas. Os índios acham que a alma mora nos olhos, no enterro se o pajé não cantar a alma ficará na sua casa, andará, mexerá nas coisas e será sentido como um vento. Depois ela ficará ao relento até o primeiro eclipse da lua e subirá aos céus.

Se sonhar com um morto e por que ela estará no céu. Na dança preparatória para a festa as mulheres podem participar, mas não podem participar da festa.

Aluna: Juliana Paula
PÁTRIA PROIBIDA

Em forma de documentário, o filme pátria proibida, conta de história de três meninos em busca da sobrevivência fugindo de seu proprio país que esta em guerra civil. Estes meninos atravesaram horrores tentando esquecer o passado e lutando em seu presente por um futuro melhor.
Mostra a história de três garotos que conseguiram atravesar o Saara e chegaram ao campo de refugiados das Nações Unidas no Quênia.
Mas a história de John, Daniel e Panter não acaba por ai, eles foram escolhidos para viver nos Estados Unidos através de um programa de apoio a estes refugiados, daí o documentário passa a acompanhar essa trajetória da vida destes meninos.
Se adaptar ao novo modo de vida totalmente diferente não foi fácil para eles, afinal apesar de facilitar a forma de viver era tudo muito diferente como a energia, a geladeira, vaso sanitário, papel higienico e etc, mostra a precariedade a qual viviam estes africanos, e nunca esquecendo dos irmãos que lá ficaram, pois o desejo era voltar para ajudá-los.



ERICA ALVES TOMAZ DA SILVA 10926184

Bem legal!!!!!

Comer, rezar e amar.


Olá pessoal vim aqui para dizer que dei uma lida no livro de Elizabeth Gilbert, Comer, rezar e amar. Gente amei, é um livro maravilhoso ,pense me encantei ,parece que a autora esta conversando comigo. É um livro onde a autora conta uma experiência própria onde à mesma passa um ano inteiro viajando, onde passa pela Itália, Indonésia e pela Índia. Ela conhece várias pessoas e como o próprio título do livro fala, ela come muito na Itália, rezar muito na Índia e amar na Indonésia, onde encontrar um brasileiro, o: Filipe.
Eu simplesmente faço como ‘’Júlia Roberts’’, indico esse livro para todas as minhas amigas, colegas e rivais, porque ele é ótimo.


GILBERT, Elizabeth. Comer, rezar e amar: a busca de uma mulher por todas as coisas na vida na Itália, na Índia e na Indonésia. ABREU, Fernanda (Trad.)-Rio de Janeiro: Objetiva ,2009.


Kássya dos Santos da Silva-10923702

sexta-feira, 2 de julho de 2010

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAIBA
CENTRO DE EDUCAÇÃO
CURSO DE PEDAGOGIA
DIVERSIDADE CULTURAL
PROFESSORA: MARIA EULINA

Alunas: Leticia Medeiros
Elizangela de Sousa
Erica Alves
Karla Caroline
Mariana Rodrigues
Morgana Kelly
Annyelle Lopes
Carla Guedes
Juliana Paula
Angelica Cordeiro


TRABALHO DE PESQUISA NO CAMPUS I DA UFPB

Nosso grupo ficou responsável por pesquisar a quantidade de professores que se cosideravam afro descendentes no campus I da UFPB. Nossa pesquisa iniciou-se nos departamentos, porém não tivemos êxito devido a falta de interesse dos funcionários em não se dispor, ou até não saber informar sobre a existência de negros no corpo docente, fomos encaminhados ao setor de contratação de professores da Reitoria, onde nos relataram a existência de 1540 docentes ao total, mas também não souberam nos dar esta informação,alegando que quando os professores vão ser contratados na ficha de dados pessoais não consta a cor. procuramos também através de telefonemas para os departamentos, dos procurados apenas quatro departamentos nos atenderam, visto que a maioria não atendia ou o número do ramal estava indisponível. informalmente conseguimos a informaçãoque haviam os seguintes negros trabalhando como professor, um professor de história do CCHLA, um de biologia do CCEN, a professora Miriam de CCSA e mais cinco professores no CE onde há três mulheres e dois homens.
Por tanto, segundo a orientação da Professora Eulina, entrevistamos o vice diretor do Centro de Educação (CE), Wilson Aragão que se considera um afro descendente. Segue a entrevista:

Você se considera afro descendente?
Sim.

Por que há dificuldade de encontrar negros na UFPB?
Primeiramente o preconceito, porque se prefere o perfil do europeu do que a do afro brasileiro e segundo a dificuldade do negro de estudar ou ter um estudo de qualidade que o leve a chegar a um ensino superior. Vale salientar que nos anos 30 mais ou menos existia uma lei que proibia os negros de estudar nas escolas, muito menos nas universidades.

Atualmente, você faz algum trabalho voltado para a cultura negra?
Sim. Eu trabalho com a inserção do pedagogo no mercado de trabalho. E também participo de movimentos relativos à cultura negra aqui na UFPB.

Sofreu discriminação na vida escolar?
Na sala, um olhar a fasta o aluno. Como eu era atleta e tinha condições financeiras um pouco melhores que o restante dos meus colegas esempre fui muito esforado nos estudos, não sofri tanto preconceito, mas um amigo meu, advogado, tabelião e rico, daqui de João Pessoa, diz que sofre constantemente preconceito em eventos sociais. Quando estava na universidade na pos graduação, em uma brincadeira um colega meu me chamou de negão, e a maioria das formas de preconceito acontecem em forma de brincadeira.

Qual sua opinião sobre as cotas?
52% da população é composta de negros e pardos. Na Paraíba, esse percentual sobe e essa proporção, a grande maioria está na escola pública. A universidade é pública e é paga pela população, e a maioria que passa no vestibular é de classe média alta. Só para se ter uma idéia em medicina, só há um negro, e este é da África, por causa do convênio da UFPB com este continente. Não interessaria a classe dominante que a massa tivesse cultura e educação para não competir com os governantes. Todo o ser humanos tem a obrigação de ser feliz e de aprender até o fim de sua vida. As pesquisas mostram o contrário do que se aparenta na sociedade (relativo aos negros).


Além de nossa pesquisa e entrevista o seguinte artigo reforçou a nossa ideia que falta professores negros dentro das nossas universidades e a nossa não é exclusividade.

Artigo encontrado:

Não há Professores Negros nas Universidades

Se os debates sobre o sistema de cotas nas universidades atentaram para a baixa representatividade dos negros entre estudantes de cursos superiores do Brasil, um novo estudo vai mostrar que a segregação racial é ainda mais forte do outro lado da sala de aula. Pesquisa pioneira do professor do Departamento de Antropologia da Universidade de Brasília (UnB) José Jorge de Carvalho constatou que nas maiores e mais importantes instituições de ensino superior (IES), o número de professores negros (pretos e pardos) não chega, em média, a 1%. Esse percentual aponta para a perpetuação da desigualdade racial em todas as áreas de poder da sociedade brasileira. Vemos a influência de docentes das universidades de maior prestígio na tomada de decisões sobre os rumos da nação, tanto no controle da economia, como nos postos chaves do Judiciário e da administração superior; e esses docentes são invariavelmente brancos em um país em que os negros são 45% da população.

Em 2000, quando José Jorge Carvalho decidiu iniciar sua pesquisa, a idéia era fazer um censo racial apenas na UnB. Porém, quando percebeu o quanto os negros eram pouco representados na universidade, resolveu avaliar a mesma situação no resto do país. De 12 instituições analisadas, seis são aqui destacadas devido à sua importância acadêmica e à sua influência decisiva na estrutura de poder do Estado brasileiro. Em cada uma das universidades, a contagem foi feita por colegas professores, em sua maioria negros. Na UnB, José Jorge teve a ajuda de professores e alunos para fazer a conta. Ao todo, cerca de 20 docentes se envolveram na pesquisa. Carvalho explica que realizou um censo de identificação e não de entrevista.

Entre as instituições analisadas, o antropólogo destaca seis: a Universidade de São Paulo (USP), a Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a Estadual de Campinas (Unicamp), a Federal de Minas Gerais (UFMG), a Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a de Brasília (UnB). Entre essas, a primeira foi considerada o caso mais crítico. Na USP, dos 4.705 docentes em atividade, apenas cinco são negros, o que representa em torno de 0,1%. Já a UnB foi a que apresentou o que poderíamos chamar, ironicamente, de “melhor” resultado: dos 1.500 professores, 15 são negros, o que equivale a 1%. O número total de docentes encontrados nessas seis instituições foi de 15.866, entre os quais apenas 67 negros. A média geral não passa, portanto, de 0,5% de docentes negros.
Instituição/ Total de Professores/ Professores Negros/ Porcentagem (%)
Universidade de São Paulo (USP)/ 4705/ 5/ 0,10%
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)/ 2000/ 3/ 0,15%
Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)/ 1761/ 4/ 0,20%
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)/ 3200/ 20/ 0,60%
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)/ 2700/ 20/ 0,70%
Universidade de Brasília (UnB)/ 1500/ 15/ 1,00%


Para Carvalho, essas seis universidades refletem e reproduzem uma rede de poder que influencia praticamente todo o ensino superior e a pesquisa no país. “Tudo passa por ali. Se os negros estão excluídos dessas instituições, eles estão fora da elite do ensino e da pesquisa no Brasil inteiro”, aponta. Isso mostra que o país é um desastre mundial em termos de exclusão racial na docência superior e na pesquisa. De acordo com o professor, não há solução imediata para o problema. E, sem intervenção, não haverá saída nem a longo prazo.

Na opinião do antropólogo, o sistema de cotas na graduação é apenas o primeiro passo para mudar essa situação. "Mas elas sozinhas não resolvem o problema porque, daqui a pouco, os cotistas formados vão querer fazer pós", observa. Por isso é preciso estudar medidas para incluir negros no doutorado e na docência, já que o racismo afeta todas as dimensões do ensino superior.

Propostas

Em sua pesquisa, Carvalho, autor do Plano de Metas para a Integração Social, Étnica e Racial da UnB, que inclui o sistema de cotas, apresenta uma alternativa para tentar melhorar o ingresso de negros na carreira acadêmica: o chamado acesso preferencial. A proposta não reservará vagas, como é feito com as cotas, mas, sim, dará preferência para negros que queiram entrar na pós-graduação, na docência superior e na carreira de pesquisador.

O pesquisador acredita que, além do sistema de preferências de vaga, os alunos negros deveriam também receber bolsas, tendo em vista que a grande maioria deles é pobre. O sistema funcionaria da seguinte forma: cada universidade receberia um determinado número de bolsas de mestrado e doutorado da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e as distribuiria entre os institutos. Os candidatos negros aprovados para a pós-graduação teriam preferência para recebê-las, segundo um número mínimo definido pelos institutos.

Nas cinco mil vagas que o Ministério da Educação (MEC) abrirá para professores, por exemplo, o professor sugere que os negros que fossem aprovados nos concursos deveriam ter preferência de contratação. “Uma oportunidade como essa poderá não se repetir em uma década e ainda assim os docentes brancos no poder estão dispostos a perpetuar essa exclusão racial escandalosa. Não é possível que o MEC ainda não tenha atentado para esse fato”, diz.

Na carreira de pesquisador, uma categoria para quem tem a bolsa de Produtividade e Pesquisa do CNPq, cujas vagas são muito disputadas, haveria também uma preferência de ingresso. Carvalho sugere que se repensem critérios de julgamento e mérito nas aprovações, na medida em que as comissões do CNPq indicam para a bolsa apenas os candidatos considerados melhores. Nesse caso, o que se propõe é uma avaliação qualitativa das condições de ingresso de um professor negro, analisando o currículo e o projeto de pesquisa do candidato dentro de uma política deliberada de formação de pesquisadores negros.

Fonte: UNB
Publicado em 20/07/2007.


Referência: Não há professores negros nas universidades. Disponível em: Acesso em: 25 de junho de 2010.